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CAPACITAÇÃO EM MEDIAÇÃO PARA POLICIAIS CIVIS E MILITARES DE SANTA CATARINA


ENTREVISTA COM O MAJOR IZAIAS OTACILIO DA ROSA
MAJOR PM DE SANTA CATARINA


Capacitação. Policial saberá lidar com conflitos





Lages



A Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina, investindo na formação dos policiais, planeja para o mês de abril o curso de mediador para profissionais militares e civis. O mediador Roberto Faustino será o responsável por ministrar os cursos que começam por Florianópolis. Os policiais da região de Lages devem ser contemplados ainda neste semestre. Para falar da capacitação dos policiais catarinenses entrevistamos (via e-mail) o assessor da diretoria de Formação e Capacitação Profissional da Secretaria de Segurança Pública, major da Polícia Militar, Izaias Otacílio da Rosa. Aos 39 anos, com 20 de corporação, ele explica que o seu departamento cuida das políticas de ensino da secretaria e apoia processos de ensino da Polícia Militar, Polícia Civil, Instituto Geral de Perícia (IGP), Corpo de Bombeiros e Sistema Prisional.



Correio Lageano: Este curso de mediação é coordenado pela Diretoria de Formação e

Capacitação da Secretaria de Segurança Pública, qual a programação para Lages, serão quantos dias de curso, e quantos policiais receberão treinamento?



Major Izaias Otacílio da Rosa: A Secretaria de Segurança Pública e defesa do Cidadão, através da Diretoria de Formação e Capacitação Profissional (DIFC), desenvolve atividades específicas para o aperfeiçoamento técnico dos profissionais que integram as diferentes instituições que compõem esta pasta. Destaca-se que a Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) apoia projetos que visem melhorar a qualificação técnica de profissionais de segurança pública nas mais diversas áreas de atuação, desta forma, Santa Catarina sugeriu a realização de um curso de mediação de conflitos com foco na atuação de policiais militares e civis, que após analisado foi aprovado e está em fase de execução. A coordenação deste curso está a cargo da diretoria de Formação e Capacitação Profissional. O projeto prevê a capacitação de 500 policiais, sendo 300 policiais militares e 200 civis. A fim de poder atender a todas as regiões do estado, foram selecionadas 19 cidades polos para a realização deste curso, são elas: Florianópolis, Lages, Criciúma, Tubarão, Laguna, Balneário Camboriú, Itajaí, Brusque, Blumenau, Joinville, Jaraguá do Sul, Rio do Sul, São Bento do Sul, Canoinhas, Caçador, Joaçaba, Concórdia, Chapecó e São Miguel do Oeste.





CL: Qual é o objetivo central desse curso?



Major Otacílio: O objetivo central deste curso é apresentar ao policial uma abordagem conceitual e prática que contribua para o atendimento de ocorrências e em situações de conflitos. Quando destacamos a apresentação de uma abordagem conceitual e prática, significa dizer que os policiais estarão recebendo uma informação atual, alinhada aos preceitos do respeito aos direitos humanos e ao emprego do uso progressivo da força como base para a resolução de conflitos. Importante destacar que o objetivo deste curso não é a formação de um mediador de conflitos nos termos como é concebido ou percebido pela sociedade, isto porque as competências legais afins às atividades de polícia necessitam ser observadas e cumpridas.





CL: O policial vai se tornar um mediador, ou apenas vai aprender a lidar melhor com a situação de conflito?



Major Otacílio: A contribuição esperada com esta capacitação está na potencialização das habilidades comportamentais destes profissionais para interagirem de forma positiva e pró-ativa em situações de conflito, evitando que uma situação problema agrave-se por conta de uma falta ou falha de comunicação, ou mesmo, por intervenções inadequadas.





CL: No caso de ser um mediador, vai demandar mais tempo na ocorrência, e isso será bom, considerando que o efetivo, tanto na PM quanto na PC é pequeno?





Major Otacílio: No que se refere ao tempo de envolvimento na ocorrência, destaca-se que as ações de polícia ostensiva demandam da aproximação do policial com o cidadão, aproximação evidenciada por programas como a polícia comunitária ou, até mesmo, quando do atendimento de um acionamento via central de emergência 190. Assim, a capacitação dos policiais nesta área não fará com que estes deixem de executar suas atividades operacionais e passem a ser empregados em processos de mediação de conflitos em ambientes específicos. Ao contrário, o que se busca é melhorar o atendimento ao cidadão no local da ocorrência.





CL: O senhor acredita que o curso vai melhorar a atuação dos policiais nas ocorrências do dia-a-dia?



Major Otacílio: No que se refere a melhoria decorrente da capacitação pode-se destacar o perfil dos policiais que integram as Polícias Militar e Civil em Santa Catarina está entre os melhores do Brasil, afirmação evidenciada pelo nível de escolaridade de nossos policiais, dos programas aplicados na formação e, posteriormente, no aperfeiçoamento desta instituições. Temos consciência de que existe um longo caminho a ser percorrido para que os objetivos sociais sejam atendidos em sua totalidade, mas estamos no caminho certo. Toda capacitação contribui para o crescimento profissional e melhora a qualidade dos serviços prestados pelas polícias militar e civil.





CL: O senhor já pode detectar quais os principais problemas enfrentados pelos policiais militar e civil?



Major Otacílio: Atualmente a formação dos policiais está alinhada a uma matriz curricular preconizada pela Senasp, tanto na polícia militar, como na polícia civil a qualidade dos instrutores, os materiais didáticos, as ferramentas pedagógicas e o foco teórico-prático possibilita que os novos policiais saiam das academias com uma formação em nível de excelência. Por sua vez, os policiais formados são envolvidos em inúmeros processos de ensino, alguns de caráter voluntário, cito os cursos de ensino a distância da Senasp, e outros em caráter institucional, como por exemplo as instruções de revitalização e cursos como este que estamos conversando. Com estas argumentações, destaco que a falta de preparo está condicionada a eventos isolados, pois nossas organizações são compostas por seres humanos, os quais são passíveis de erros. Infelizmente os erros policiais evidenciam-se e consequentemente geram desgaste para as instituições.





CL: O senhor acredita que os policiais, militares, civis, sofrem com a

pressão da profissão?



Major Otacílio: A pressão a qual você se refere é constante nas atividades policiais. Atuamos em situações onde lidamos com as garantias constitucionais dos cidadãos, onde somos conduzidos a tomar decisões em situações complexas que podem impactar na liberdade, na integridade física e/ou na integridade moral das pessoas. Daí a importância em termos conhecimento técnico que agregue valor a estes processos decisórios.





CL: Atualmente o que falta para melhorar a atuação dos policiais? Sabemos que enfrentam situações de risco e se defrontam com cenários complicados diariamente, como lidar melhor com isso?



Major Otacílio: No que se refere ao que falta melhorar, destaco que a atividade policial é um processo caracterizado pela contínua adequação de estratégias, táticas e técnicas as demandas sociais. O policiais a exemplo de outras profissões não podem se acomodar e considerar que o conhecimento atual é suficiente para a execução de suas atividades, principalmente as atividades futuras. A criminalidade evolui e torna-se cada vez mais sofisticada e/ou violenta, devemos buscar não apenas acompanhar esta evolução, mas sim gerar novos modelos de atuação que reduzam os impactos negativos decorrente de sua atuação.









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